Onde está a sociedade do ócio?

Nos primórdios da Revolução Industrial sonhava-se com um mundo onde os seres humanos passariam a trabalhar cada vez menos e aproveitar cada vez mais o ócio. Já se passaram dois séculos e nada desse mundo tornar-se real.

O computador, que revolucionou não só a escrita, mas também permitiu um grande avanço em todas as áreas de conhecimento, veio com o pretexto de auxiliar a fazer mais em menos tempo. Então por que passamos cada vez mais tempo na frente das telinhas?

Reformulando um pouco a teoria malthusiana, poderíamos dizer que as facilidades que a tecnologia traz crescem em progressão aritmética, enquanto os problemas crescem em progressão geométrica :)

Antes que a luz elétrica invadisse as cidades, as pessoas poderiam até se matar trabalhando durante o dia, mas chegava o crepúsculo e não havia mais o que fazer a não ser dormir e, bem… naquela época não havia televisão. Mas hoje, além de trabalharem feito escravos, ainda trazem trabalho e as preocupações do dia-a-dia para casa. E onde foi parar o ócio?

Tudo indica que com todo este avanço científico que tivemos nos últimos séculos, os pré-requisitos são cada vez maiores e força-se a estudar cada vez mais antes de ingressar no mercado de trabalho. Além do segundo grau, ainda deve-se cursar uma Universidade e quem sabe até tirar um diploma de mestrado ou doutorado. E só então ingressa-se no mercado de trabalho, o sujeito tendo, a esta altura, seus 30 anos.

E onde está o ócio? Acorde! Ele não está solto por aí não e não adianta ficar esperando que ele venha de mãos beijadas (se estiver, me avisem, eu vou correndo buscá-lo!); é preciso aprender a cultivá-lo, antes que seja tarde. Esperar para que algo aconteça de braços cruzados não adianta nada (e você ainda fica louco — sério!); é preciso lutar pelos objetivos. Nada se obtem sem um pouco de esforço. “Mas só esforço também não basta!”

Ouvindo: Iron Maiden – Dance of Death (8:36)

Só no Japão…

Enquanto aqui no ocidente o que se tem de mais moderno (state-of-the-art) em termos de televisão digital oferece 1.000 linhas de resolução e 625 nas televisões de alta-definição mais comuns (encontradas aqui no Brasil por algo em torno de R$ 25.000), a rede de TV japonesa NHK desenvolveu um padrão que supera tudo aquilo que já se viu no assunto: o padrão UHDV (ultra high definition video — Vídeo de Ultra-Alta Definição).

Este novo padrão possui 4.000 linhas de resolução (uma TV normal possui 320 linhas de resolução) e tudo é tão absurdo que só foi possível gravar 34 segundos de vídeo. Estuda-se agora a possibilidade de unir diversas unidades de gravação a fim de fornecer 3.5 Terabytes de espaço, o que permite gravar 18 minutos de vídeo! (Um terabyte é igual a 1024 gigabytes ou 1.099.511.627.776 bytes)

Câmera, sistema de armazenamento, sistema de projeção, tudo teve que ser feito sob medida para o projeto maluco, pois nada do que existe no mercado supria as necessidades do grupo japonês.

Uma demonstração pública foi feita utilizando-se uma TV de meros 4×7 metros, e os espectadores ficaram pasmos com a qualidade da imagem. Muitos inclusive passaram mal por terem a sensação de estarem em movimento mas com o corpo parado, tamanha a qualidade da imagem.

Quando uma dessas estiver disponível no Brasil eu aceito de presente :)

Ouvindo: Matchbox Twenty – Unwell (3:48)

Simply Wonderful

Ontem fui ao Gigantinho ver o show do Simply Red. Chegamos lá por volta das 18h30min, para escolher um bom lugar para sentar e nos deparamos com a saída do jogo do Inter. Felizmente o Inter tinha vencido o Santos por 1×0 e o Grêmio havia perdido para o São Paulo por 3×1, ou seja, os colorados estavam felizes da vida e não deu nenhuma confusão.

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Valeu a pena ter chegado cedo, ter esperado o show de uma banda que eu só conhecia uma música com uma hora de atraso, se submeter a entrar na casa do adversário e ter a desgraça de sentar ao lado de uma chaminé? Sim. Conseguimos um lugar bem ao centro, de frente para o palco e aguardamos pacientemente pelo espetáculo, que começou às 21h00min e não às 20h00min, como prometido.

A casa encheu, eu poderia dizer que o Gigantinho ficou com 75% de sua capacidade e o povo estava bem animado. Entretanto, o atraso gerou algum incômodo, afinal, o ingresso não foi nem um pouco barato e a galera começou a vaiar enquanto o show não começava. Eu pensei “Ou esse cara faz um ótimo show, ou ele vai levar garrafada que nem o Carlinhos Brown, porque a galera tá p. da vida com o atraso”.

Mas às 21h05min a banda entrou no palco e foi aquele agito geral. A galera ficou toda de pé aplaudindo, gritando e assobiando. O vocalista pediu pra ser carismático e entrou umas dez vezes na fila. Ele provocava a platéia, dançava e até ensaiava uns “Ou-bri-gadou Portou Alegreu!”

Entrei no show não esperando muita coisa, até porque eu não conhecia quase nenhuma música da banda, mas saí revigorado. O show foi fantástico!

Ouvindo: Liquid Tension Experiment – Chewbacca (13:35)

Criatividade

Ontem teve aquelas festinhas básicas de aniversário aqui em casa. Minha mãe fez um monte de docinhos e salgadinhos — que estavam uma delícia — e veio toda minha família aqui para bater um papo e celebrar a data.

Minhas tias sempre têm idéias muito criativas para me presentear. Certa vez minha tia Liane me deu um Kinder Ovo de presente logo no início da festa e eu fiquei contente com o presente mesmo assim, achando que ela não me daria mais nada. No fim da festa eu ainda ganhei uma fita do Sonic pro meu vídeo game (na época um Master System, que é aquilo de mais moderno que já tive em termos de video-game — e para quem não sabe, é o antecessor do MegaDrive, para terem uma idéia)

Este ano minha tia Viviane me deu uma sacola com uma grande couve-flor dentro. Presentão! A Liane desta vez me deu um TotoBola e um bilhete da Mega-Sena contendo duas apostas. Imaginem só se eu ganho!! :)

Ouvindo: Raul Seixas – Meu amigo Pedro (4:48)

Geburtstag!

Opa! Chega o tão falado 26 de setembro, dia do meu aniversário. Eu havia escrito um enorme post aqui com clima de velório. Mas o apaguei. Afinal, não quero compartilhar a tristeza com ninguém. Eu quero é agradecer a todos os meus amigos nesta data, tanto aqueles que me felicitaram como aqueles que não puderam. Saibam que eu adoro todos vocês e agradeço pela força que vocês sempre me deram, nos momentos mais difícil e mesmo quando eu não precisavam, mas vocês estavam lá. Valeu pessoal!

A todos, o meu mais sincero muito obrigado!

Ouvindo: System of a Down – Innvervision (2:34)

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