Se tem algo que eu realmente odeio neste mundo são pessoas hipócritas ou que não sabem perder. E geralmente aqueles que não sabem perder são
hipócritas, portanto eu odeio mais ainda este segunda grupo.
Conheço diversas pessoas que são recalcadas ao extremo: precisam ser o centro das atenções de tudo e de todos e quando não conseguem algo, fazem a cabeça de todos os seus amigos(as) para que eles também não possam vencer, isto é, “se eu não consegui, vocês também não vão!”
Penso algumas vezes que estas pessoas podem até nem ter culpa por serem assim, agindo sem pensar, mas fico louco quando os vejo agindo desta maneira, pisando nos outros por não suportar uma derrota, demonstrando uma fraqueza. Acho que fui educado demais para não extrapolar, mas por mais raiva que eu possa ter dessas pessoas, nunca foi capaz de descarregar uma avalanche de palavrões ou prejudicá-las de qualquer maneira (apesar do contrário já ter acontecido diversas vezes).
Interessante. Muitas vezes agimos pensando somente no próximo. “Não vou fazer isto porque o fulano vai ficar magoado ou aquilo pois a beltrana já fez isto uma vez”. Aí é próximo pra cá, próximo pra lá e acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Não estou querendo dizer que a partir de hoje eu esquecerei de tudo e de todos e pensarei somente em mim; egoísmo é outra coisa que repudio muito. Mas deixar de pensar em nós mesmos faz tanto mal quanto sermos egoístas.
Muita coisa mudou na minha vida nos últimos tempos. Conheci quem são meus amigos de verdade, em quem eu posso confiar e aqueles que eu devo manter a maior distância possível. Portanto, “Vacilou comigo, é só uma vez. Eu não gosto de vacilo e não vou virar freguês” (Gabriel, o Pensador). Ser bonzinho e carregar nas costas o peso de todo mundo cansa. Eu cansei. Há muitas pessoas neste mundo que não merecem ajuda, pois quando você mais precisa delas, elas sempre te deixam na mão. E mesmo quando você não precisa delas, elas estão agindo por trás dos sets para prejudicá-lo. Inveja… O mundo sem inveja, sem ganância, seria muito melhor.
Mas, é a vida. “É errando que se aprende”, não é mesmo? Errei em confiar demais em algumas pessoas que não mereciam minha confiança e errei duplamente ao não reparar este erro em tempo hábil. Mas agora vi que devo mesmo me preocupar com aqueles que estão sempre por perto, nas melhores e piores horas. Aqueles que nunca te deixam na mão e que nunca pediram nada em troca por isto. Isto sim que é amizade.